Novo chefe do Discovery promete banir apelações e voltar às origens
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| O novo diretor-executivo do Discovery Channel, Rich Ross (Divulgação/TCA) |
"Não acho que o Discovery Channel é um espaço apropriado para isso", disse Ross, referindo a programas apelativos em geral. "É um tipo de programação que já rendeu o que poderia."
Ross também falou especificamente sobre o especial Eaten Alive (Comido Vivo), que foi ao ar nos EUA em dia 7 de dezembro. O programa gerou protestos antes da exibição, de entidades protetoras de animais, e depois de ir ao ar, de telespectadores frustrados com a farsa. Ross criticou tanto o aventureiro Paul Rosolie, protagonista do especial, quanto o canal.
"Por mais que você queira chamar a atenção, não precisa ser tão sensacionalista, mesmo que acredite ser possível [uma cobra engolir um homem]. A situação ideal é que a finalidade do programa seja clara e que o público espere algo no final que de fato aconteça", afirmou o chefe do canal, oficialmente no cargo desde o dia 1º. "Enquanto eu estiver no Discovery, você não verá uma pessoa sendo comida por um cobra", prometeu.
Volta às origens
Ainda em 2014, o Discovery fez outro especial apelativo. O acrobata Nik Wallenda cruzou dois arranha-céus de Chicago (EUA) sob um cabo suspenso a 180 metros de altura. O detalhe é que ele estava de olhos vendados e sem qualquer proteção. O especial foi exibido ao vivo, sob o risco de uma tragédia. Os números de audiência foram favoráveis (6,7 milhões de telespectadores norte-americanos assistiram a façanha), mas Ross diz que esse tipo de evento também está descartado.
Ele afirma que seu projeto é retomar os grandes documentários científicos e originais que fizeram do Discovery uma grife nesse segmento. "Se posso resumir em uma palavra, essa seria autênticidade", disse, sobre a linha de programação que adotará.
Ross também quer recuperar o público-alvo do canal, que mudou ao longo desses 30 anos. "Queremos ser a marca número um da TV para toda a família, e não apenas para o homem da família", afirmou Ross.
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